Fisioterapia para AVC

A reabilitação pós AVC deve envolver uma equipe multidisciplinar para ajudar o paciente a contornar ou superar as sequelas da doença, e idealmente deve ser iniciada o mais rapidamente possível, tão logo o paciente esteja estabilizado. É comum que pacientes sem tratamento adequado evitem o uso de membros afetados, dificultando ainda mais a reabilitação, principalmente após um longo tempo.

Existem dois tipos de AVC: o AVC isquêmico e o AVC hemorrágico. O AVC isquêmico ocorre quando o fluxo sanguíneo é interrompido, diferente do AVC hemorrágico, que acontece quando há sangramento no cérebro, estando associado a complicadores, como por exemplo o aumento da pressão intracraniana.

O fisioterapeuta, usando diversos recursos terapêuticos, como Kabat, Bobath, treino de equilíbrio, treino de marcha e dissociação de cinturas, vai auxiliar na recuperação das funções relacionadas ao controle motor e sensorial. Os danos cerebrais não podem ser revertidos, mas a repetição focada de exercícios, juntamente com a variação na intensidade combinada com o desafio imposto ao paciente com novos exercícios terapêuticos, vão ajudar na superação das sequelas. Isso graças à plasticidade cerebral, uma característica do cérebro em que as partes preservadas assumem a função de áreas danificadas. Por isso é necessário o planejamento e o acompanhamento constante e individualizado.

Com a continuidade do tratamento é esperado que o paciente reaprenda aos poucos a realizar as atividades cotidianas e vá perdendo o medo e a desconfiança do próprio corpo, causados principalmente pelo desequilíbrio e perda de sensibilidade, até atingir o máximo de independência possível.

O progresso do tratamento vai depender das condições individuais, podendo variar desde poucos meses até vários anos.

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